Tantas perguntas rodeavam minha cabeça que não conseguia nem sequer acionar meu eu - lírico revoltado, não foi exatamente preguiça, não foi falta de tempo (apesar de ser a desculpa mais usada), não foi nada disso, mas é que eu tenho tantas perguntas. E eu tenho uma mania maluca de ficar esperando achar todas as respostas, nem o Google é capaz, e bom, eu estava por aí esperando espirrar por aí essa pequena partezinha de massa encefálica com centenas de perguntas. Então voltei. Mas confesso, eu queria mesmo encontrar respostas para alguns mistérios não solucionados, como: foi mesmo Lizzie Borden que matou seus pais? Michael Jackson gostava mesmo de criancinhas? O que aconteceu realmente com Amelia Earhart? E, de todas as pessoas que foram condenadas à morte e executadas, quais eram realmente culpadas e quais eram inocentes? Afinal, o que era pior, ser enforcado, morto com gás ou eletrocutado? E entre uma pergunta e outra eu masquei a voltinha (da interrogação) e deixei o ponto pra esse texto aqui.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
(A)corda.
Querendo ou não um dia alguém irá fazer com que veja tudo com outros olhos. Não, não é uma questão de escolha. Sinto muito, mas é um mundo tão grande e malvado e antes que você possa simplesmente se perder por aí, querendo ou não alguém irá aparecer. E a vida apontará seu dedo gigantesco pra te lembrar que por mais que tudo seja muito lindo e maravilhoso, por mais que Romeu tenha amado muito Julieta, aqui não é um conto de fadas. Mas calma, você ainda é a protagonista disso tudo. Não há diretor, nem falas... E daí é você quem escolhe se quer um drama, um documentário, uma comédia... E nós com nossa bendita mania de generalizar tudo achamos que só pode ser um drama digno. E cometemos o mesmo erro, achando que são as mesmas pessoas desgraçadas do mundo capitalista, da bunda perfeita, da propaganda de sei lá o que, das promessas, ai... ai... ai... É um mundo grande e malvado... Mas quer saber, é tudo tão simples, queridas: DANE-SE! Elimina tudo isso, não se perca, eu peço. Por favor. Não importa se a moda é pegar todos, não importa se precisa ou não saber o nome pra pegar todos, não importa se você fica ou não lendo ao invés de ir pra baladation, não importa também se a propaganda está mentindo pra você ou não, não importa também se vai dar ou não certo... Pare! Agora! Está vendo? O mesmo grande poço de medo, insegurança e falta de fé? Está vendo? É escuro né? É racional não? É friozinho também né? Pois eu vou gritar daqui de cima do poço pra vocês. É o seguinte: O mundo é grande e malvado mesmo e sabe... Não vou me cansar de falar isso e nem é pra assustar. Nem sempre aqui em cima tem final feliz. Nem todo mundo é tão bacana, nem todo mundo pensa no outro antes de dormir... E acho que muitos esquecem de rezar. Também nem todo mundo pensa nos idosos, no futuro e sobre o aquecimento global. Boa parte esqueceu do amor e essa mesma parte só pensa em dinheiro ou em outras coisas não mais importantes. E vai aí um alerta: Muitos podem querer passar por cima de você e bom... Pode dar tudo errado mesmo. Aqui em cima tem monstros gigantes e toscos. Ei, vocês aí debaixo, estão me ouvindo né? Então, mas calma, isso é normal e nem por isso tudo é tão ruim e macabro que não seja digno de viver. Imagina se tudo fosse uma grande merda mesmo. Ainda há pessoas boas e de verdade por aqui... Bom, eu por exemplo, poderia estar por aí sendo de mentira, mas eu fiz questão de sentar aqui e gastar muitos caracteres pra formar uma corda gigantesca e puxar vocês daí debaixo... Do poço. Mas olha, as pessoas têm uma mania de piscar e perder o momento que poderia ter mudado tudo... E só dependem de vocês... Só de vocês para serem puxadas pra cima... Porque eu já joguei minha (A)corda de caracteres. Minha (A)corda!
Motivo.
* Escute: Ball and Chain - Janis Joplin.
Meus melhores textos são escritos quando estou triste, chateada, odiada, chorando. Obviamente eu estou também escutando Janis Joplin, porque é a única coisa que me faz ficar estabilizada, eu não tremo, eu não choro, eu não falo, mas escrevo. Isso não tem finalidade nenhuma também, já que serei julgada pessimista por isso, também não serei nenhuma importante escritora melancólica. Ou seja, nada de nada. É o ócio do ócio do... Ócio. Então pra não ficar aqui agonizando a vontade de às vezes não querer ter nascido, porque no fim acho que isso é até pecado falar ou pensar, irei falar sobre minhas ótimas noites de sono, com muito ou sem café. O que também não tem finalidade nenhuma e nem é interessante, mas digamos que isso tudo é de uma chatice total. Incluindo eu, o que mostra minha auto-estima, mesmo ela estando ou não elevada, sempre me achará uma chata. Acho que por isso não me namoraria nunca ou nem trocaria palavras comigo já que... Bom, eu tava falando das noites de sono, não é? Pois é, eu ando acordando assustada, mas não faço nada de errado, eu sou chata, lembra? Mas eu me lembro esses dias de um sonho muito estranho, porque havia umas pessoas que não vou citar o nome obviamente, mas que estava indo atrás de mim, estava num carro e todos estavam animados indo ao meu encontro, contudo num certo ponto estavam aflitos, porque não me achavam, não chegava cadê eu? E eu ficava falando: - Aqui eu! Aqui! Aqui!
Mas cacilda ninguém estava me vendo, que aflição do cacildo. (Estou adotando o método "no" dane-se) Só fui descobrir o que havia depois, no finalzinho, eles não chegaram até a mim, porque simplesmente eu não existia. Simplesmente. E o mais tenso foi que acordei angustiada, não sei se era angústia ao certo, mas eu ri. Eu ri daquele buraco todo e de todas aquelas cacildas que sou e faço. Poxa. Poxa mesmo, como eles não estavam me vendo? Eu aqui! Aqui! Aqui!
Céus, agora que me toquei, o mais tenso foi ter esse pesadelo e dizer que foi um sonho.
É... Parece realmente puxar como uma bola e uma corrente, Joplin.
Meus melhores textos são escritos quando estou triste, chateada, odiada, chorando. Obviamente eu estou também escutando Janis Joplin, porque é a única coisa que me faz ficar estabilizada, eu não tremo, eu não choro, eu não falo, mas escrevo. Isso não tem finalidade nenhuma também, já que serei julgada pessimista por isso, também não serei nenhuma importante escritora melancólica. Ou seja, nada de nada. É o ócio do ócio do... Ócio. Então pra não ficar aqui agonizando a vontade de às vezes não querer ter nascido, porque no fim acho que isso é até pecado falar ou pensar, irei falar sobre minhas ótimas noites de sono, com muito ou sem café. O que também não tem finalidade nenhuma e nem é interessante, mas digamos que isso tudo é de uma chatice total. Incluindo eu, o que mostra minha auto-estima, mesmo ela estando ou não elevada, sempre me achará uma chata. Acho que por isso não me namoraria nunca ou nem trocaria palavras comigo já que... Bom, eu tava falando das noites de sono, não é? Pois é, eu ando acordando assustada, mas não faço nada de errado, eu sou chata, lembra? Mas eu me lembro esses dias de um sonho muito estranho, porque havia umas pessoas que não vou citar o nome obviamente, mas que estava indo atrás de mim, estava num carro e todos estavam animados indo ao meu encontro, contudo num certo ponto estavam aflitos, porque não me achavam, não chegava cadê eu? E eu ficava falando: - Aqui eu! Aqui! Aqui!
Mas cacilda ninguém estava me vendo, que aflição do cacildo. (Estou adotando o método "no" dane-se) Só fui descobrir o que havia depois, no finalzinho, eles não chegaram até a mim, porque simplesmente eu não existia. Simplesmente. E o mais tenso foi que acordei angustiada, não sei se era angústia ao certo, mas eu ri. Eu ri daquele buraco todo e de todas aquelas cacildas que sou e faço. Poxa. Poxa mesmo, como eles não estavam me vendo? Eu aqui! Aqui! Aqui!
Céus, agora que me toquei, o mais tenso foi ter esse pesadelo e dizer que foi um sonho.
É... Parece realmente puxar como uma bola e uma corrente, Joplin.
Ponto pra mim.
Some aí meu saldos positivos. Porque eu estou aqui somando e tentando ver quanto é que se ganha com tudo isso aqui. E tendo praticamente uma revoltinha por somar e não receber em troca, nem acho que estou acumulando muito, não estou somando mais que a obrigação mesmo e o que incomoda não é o fato de ser assim, não é o fato de ter tanto a somar, na verdade, eu não quero mudar. Não é assim que falam que deve ser? Você ser o que é acima de tudo? Então... mas, eu fico vendo as coisas acontecerem tão certas para as pessoas erradas, mas tão certas. Parece um tipo de resultado rápido, parece não, é assim mesmo, mas não falam que tudo que chega rápido, vai mais rápido ainda? E todos aqueles saldos negativos vão pra que lugar? Tenho certeza que meu professor de matemática iria querer uma explicação lógica pra isso, assim como eu. É estranho pensar que as coisas boas chegam para aqueles que esperam e não que seja ruim esperar, mas é mais estranho ainda ver as coisas boas serem tão boas para as pessoas erradas. Numa espécie de lógica inversa ou melhor sem lógica alguma. Só que todas essas pessoas erradas não encontraram o que eu encontrei.
Há pegadas são de areia fina.
* Texto publicado no Jornal Regional do PA.
Percebo isso com o dia a dia, pois sei que é muito difícil caminhar pela vida sem ter em quem se apoiar, sem ter alguém para desabafar. Sei também que mesmo quando ficamos adultos e mais prepotentes, ainda sentimos falta de ter um amigo, porém, quando paro para observar, eu vejo tantas pessoas embaraçadas em amizades degradantes. São amigos de uma noite, amigos de farra, amigos do buraco negro, amigos pregadores da liberdade, amigos dos comentários nas suas fotos, amigos dos depoimentos vazios no seu Orkut, amigos só de MSN. Lembro-me de já ter lido um texto em que se falava que todos têm tipos de amigos, mas não posso concordar isso, porque só há um conceito para amizade, precisa ter companheirismo e não ter todas as características que citei ali em cima. Porque sabemos que viver sem ajuda é complicado, mas viver ao lado de pessoas que irão desaparecer nas horas que mais precisamos e ainda ter que conviver depois com a decepção, é pior ainda.
Por isso, saiba que na caminhada da vida já nascemos com pessoas ao nosso lado, mas é durante as complicações que vemos quem realmente ficará por perto. Iremos construir mais laços e conheceremos outras pessoas que terão papéis diversos na nossa história. Existem pegadas de areia fina que somem fácil com o vento, com as tempestades. Mas dessa vez, quando você for prosseguir pelo caminho que escolheu, olhe bem para trás, para o lado e veja de quem são as pegadas que ficam.
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