segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Não estou ficando velha. (E?)

Sério, eu queria muito ter vivido nos anos 40,50,60,70, 80 e mais algum enta por aí. Todo mundo falava tão certinho dava pra sentir a crase só na fala, isso não é lindo? E as pessoas falavam olhando nos olhos e escreviam cartas, não é lindo? É! E todo mundo era tão elegante (ou não). E naquela época quase sempre sua opinião não valia de nada (hoje só acham que valem) e era por isso que era bacana, claro, se você não tivesse nada pra fazer, você escrevia um livro sobre uma injustiça, ficava famosa e era feliz. (Ou não também.) E naquela época tínhamos mais chances de ser um herói revolucionário e depois até teria um filminho sobre sua vida e quando as pessoas fossem assistir anos mais tarde ficariam todas emocionadas com o sentimento de amor a pátria e depois esqueceriam falando que o país não presta (Ou é o povinho que está nele?) Porque naquela época parecia ter tantas novidades, tudo era inovador. Quer dizer, não exatamente, todo mundo era funcionário público, escritor, político ou fazendeiro. E super detalhe se queria ser digno você morria era de tuberculose. Ou na rua tentando defender algum direito seu. E é isso aí. Não adianta, não adianta mesmo toda época possui aquele eterno clichê, sabe? Aquele que eu amo. (Ironia, ok?)

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