segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

TURNER JOPLIN!

Não, parece pegadinha e por isso ligo meu som no último ao som das mulheres mais "foda-se" do mundo, coloca aí vai Tina Turner e cia. Eu não quero ouvir som algum além da voz gritante, marcante dela, enquanto Tina Turner berra "What's love but a second hand emotion?" e danço, danço horrores no meio do meu quarto, como se fosse a própria. Tento a imitar, mas ela tem é borogodó... E aí eu me jogo, isso mesmo, me jogo na cama e penso "Poxa, que triste pensar e dançar assim."  E eu nem tenho um Ike da vida que me bate e me faz pensar assim, mas aí eu danço, eu danço horrores mesmo e divido com ela essa tensão do amor, do não amor, da busca do amor? Porque ela sempre pergunta e eu nem quero apanhar uma vida inteira pra descobrir nada sobre o amor. Aí sinto dó de Tina e paro de dançar. Mas ela continua lá, dançando e berrando. E eu queria dizer a ela que também me assusta pensar desse jeito, pensar na minha proteção, mas ela continua lá, sempre lá... Perguntando o que o bendito amor tem com tudo isso? E ao invés de responder, me junto a ela, berrando para o mundo "O que o amor tem a ver com tudo isso?" mas, ninguém responde. Sempre se juntam a nós duas e eu não gosto dessa incógnita amor, porque eu fico com medo de chegar na idade dela e não saber, não saber o que o amor tem a ver com isso. Mas, aí a música acaba e eu esqueço, sempre esqueço (até que alguém ou Tina me lembre) e eu mudo de música, agora é Janis Joplin e eu paro enquanto ela canta "Love in this world is so hard to find..." e aí eu me jogo, eu me jogo totalmente na cama. E berro: É verdade, é verdade.

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